Inflação calculada pela Udesc fica praticamente estável na Capital em fevereiro

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice está em 4,02%, menos que a atual meta de inflação nacional, fixada pelo Banco Central em 4,25%

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Feijão destou da estabilidade e teve aumento de 22% em fevereiro

A inflação sentida pelos consumidores de Florianópolis ficou praticamente estável em fevereiro, com variação de -0,03%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice está em 4,02%, menos que a atual meta de inflação nacional, fixada pelo Banco Central em 4,25%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag).

A maior parte dos grupos de produtos e serviços teve variação próxima de zero (levemente negativa ou positiva). Os maiores aumentos ficaram perto de meio ponto percentual, nos grupos Alimentação e Bebidas (0,57%) Saúde e Cuidados Pessoais (0,54%) e Educação (0,49%).

As maiores quedas foram verificadas nos grupos Comunicação (-2,14%) e Despesas Pessoais (-0,72%). No primeiro caso, a redução foi puxada pelas tarifas de telefone residencial (-5,55%) e combos de internet, telefone e TV (-3,06%). No segundo, pelos gastos com recreação (-1,41%).

Alimentos

Apesar da estabilidade no índice geral, houve aumentos significativos em alguns itens, especialmente na alimentação. Tubérculos, raízes e legumes subiram em média 10,76%, com destaque para o tomate (20,7%) e batata inglesa (17%). Cereais, leguminosas e oleaginosas subiram quase 9%, puxados principalmente pelo feijão (22,1%).

De acordo com o coordenador do cálculo do ICV/Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto, não há uma explicação clara para aumentos expressivos de itens como batata inglesa e feijão, produtos que estão inclusive no período de safra.

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 28 de fevereiro.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag), na atualização da ferramentas utilizadas.

Mais informações

Mais informações podem ser obtidas em udesc.br/esag/custodevida, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas do ICV/Udesc Esag (desde junho de 1994).