Semana Santa movimenta a venda de pescados em Santa Catarina

Segundo a tradição cristã, a Sexta-feira Santa é dia de deixar o consumo de carne vermelha de lado e optar pelos pratos com peixe

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Santa Catarina é o maior produtor de pescados do Brasil, e o setor ganha um fôlego extra com a chegada da Páscoa. Segundo a tradição cristã, a Sexta-feira Santa é dia de deixar o consumo de carne vermelha de lado e optar pelos pratos com peixe. Os pescadores já se preparam para aumentar as vendas em até 20%.

“Essa é uma época onde as pessoas normalmente consomem mais peixes e frutos do mar, e é um momento importante também para incluir esse alimento na rotina alimentar das famílias. Santa Catarina é o maior produtor nacional de peixes, temos uma variedade imensa de pescados e o consumo pode crescer ainda mais. São opções de alimentos saborosos e super saudáveis”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

A Semana Santa reforça a renda dos pescadores catarinenses, que aumentam sua renda em até 20% nesse período. “Os pescadores trabalham com um ânimo extra porque sabem que, com o aumento da procura, há também um ganho maior. É um momento importante para o setor da pesca”, ressalta o presidente da Federação de Pescadores do Estado de Santa Catarina, Ivo da Silva. Grande parte dos peixes capturados pela pesca artesanal são vendidos no Mercado Público, peixarias e na própria comunidade.

Pesca em Santa Catarina

Santa Catarina tem 7% do litoral brasileiro e 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. Maior polo pesqueiro do país, o Estado conta ainda com 700 embarcações de pesca industrial, gerando cerca de 10 mil empregos diretos. Em 2017, Santa Catarina produziu 129,1 mil toneladas de peixes.

Os pescados catarinenses estão presentes também no mercado internacional. De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 26,7 milhões em 2018.

As principais espécies pescadas no litoral catarinense são: corvina, sardinha, tainha, bonito-listrado e anchova. O secretário Ricardo de Gouvêa lembra que a pesca é feita seguindo os períodos de defeso estabelecidos pelo Governo Federal, em total sintonia com a legislação vigente.

Fortalecimento da pesca e maricultura

A Secretaria da Agricultura e da Pesca e suas empresas vinculadas – Epagri, Cidasc e Ceasa – trabalham para fortalecer e estruturar o setor pesqueiro e a maricultura em Santa Catarina. Entre as ações previstas estão a estruturação das cadeias produtivas e a rastreabilidade dos produtos.

Algumas demandas catarinenses já foram levadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última semana, como por exemplo a retomada das exportações de pescado para a União Europeia, a permissão para o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezzi no litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores, o monitoramento ambiental da maricultura, regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca, além das normas do programa de controle sanitário de moluscos.