CPI dá andamento aos trabalhos com depoimentos de mais dois membros do Conselho de Mobilidade

Mais dois depoimentos foram tomados. A CPI investiga a existência de possíveis irregularidades no transporte coletivo da Capital

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CPI do Transporte

Na tarde de quinta-feira (18), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo ouviu mais dois representantes do Conselho de Mobilidade Urbana (CONMURB). Na reunião, o primeiro a dar esclarecimentos foi Nilton Silva Pacheco, representante da Associação das Empresas de Transporte Turístico de Passageiros da Grande Florianópolis (AETTUSC). Questionado pelos vereadores sobre a reunião que aprovou o aumento da tarifa, Nilton informou que não esteve presente e que foi representado pelo seu suplente, mas que a convocação que receberam avisava sobre a pauta no final de dezembro.

“Afirmo que estava na convocação da reunião à revisão tarifária, assim como, em dois ou três dias depois recebemos a ata do que foi discutido. Foi muito positiva essa sessão de hoje, acho que há um entendimento de que se quer pensar o futuro. Em um conselho que possa contribuir efetivamente o desenvolvimento da cidade.”

O segundo a depor foi o representante do Sindicato das Transportadoras Turísticas com Frota Própria da Grande Florianópolis, Sandro Maurício Silveira. Ele também não participou da reunião que determinou o aumento da tarifa. “Eu não sei por que fui chamado hoje, se eu não estive presente na reunião. Quem compareceu foi o suplente Marcelo Costa.”

Para o vereador o Renato Geske (PR), relator da CPI do Transporte os dois membros do CONMURB contribuíram em termos na oitiva. “Na realidade o que a gente queria ouvir sobre a reunião do conselho não aconteceu, porque os dois não foram e isso é muito ruim. Mas em contrapartida eles nos enriqueceram com outros dados que a CPI pode ser mais abrangente e dar mais elementos nas futuras ações legislativas com as leis do transporte coletivo e no individual.”

Convocada pela CPI pela segunda vez Umberto Ouriques Neto, representante do Sindicato dos Proprietários de Veículos de Transportes Escolares da Grande Florianópolis (SINPVTGPOLIS) no Conselho de Mobilidade, não compareceu e não justificou a sua ausência.

A CPI investiga a existência de possíveis irregularidades no transporte coletivo da Capital, tanto no aumento da tarifa, no processo de licitação para a concessão do serviço de transporte e também na falta de utilização dos terminais da região continental e do bairro Saco dos Limões. Uma nova reunião da CPI foi agendada para o próximo dia 02/05, às 13h30.