Câmara de São José sugere que BR-438 seja nomeada Rodovia César Edineu de Sousa Arruda

O vereador Nardi Arruda (PSD) entregou ofício da Mesa Diretora da Câmara de São José ao gabinete do senador Dário Berger, fazendo a proposição

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O vereador Nardi Arruda (PSD) entregou na quinta-feira (2 de maio) ofício da Mesa Diretora da Câmara de São José ao gabinete do senador Dário Berger, propondo a nomeação da BR-438, na porção situada em território catarinense, como “Rodovia César Edineu de Sousa Arruda”.

A rodovia, antiga SC-110, recém-federalizada (Lei nº 13.689/2018), inicia em São Joaquim – na divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, passando por Urubici e Bom Retiro.

Irmão do vereador Nardi Arruda (PSD), César possuía notório vínculo com a região, vivendo a maior parte da infância em Urubici. Em 2004, recebeu o Título de Amigo de Urubici pelos relevantes serviços prestados. Além disso, atuou como Patrulheiro Rodoviário Federal. Faleceu em 7 de outubro de 2018, aos 48 anos, vencido pelo câncer.

“Agradeço a mesa diretora da Câmara por apoiar a solicitação deste vereador”, explanou Nardi Arruda.

Biografia César Edineu de Sousa Arruda

César Edineu de Sousa Arruda viveu a maior parte da infância em Urubici, recebendo inclusive o Diploma de Amigo de Urubici da Câmara de Vereadores, em 2004, pelos serviços prestados ao município.

Nasceu em 20 de setembro de 1970. Apesar do registro de nascimento ser em Florianópolis, a família de César morava na Avenida Leoberto Leal, em São José, onde residiu até os dois anos de idade. Depois, mudou-se com seus pais e irmão para Urubici, estudando no Colégio Santa Clara.

Aos 11 anos, retornou com a família para São José. Concluiu o Ensino Fundamental na Escola de Educação Básica Américo Vespúcio Prates e o Ensino Médio na Escola de Educação Básica Aderbal Ramos da Silva.

Começou a vida profissional e formação cedo. Aos 16 anos, atuou como vendedor de móveis. Aos 21 anos, formou-se em Estudos Sociais na Univali, em Itajaí.

Inspirado no tio Jorge Luiz Freitas Martins, na época major e hoje coronel aposentado da Polícia Militar, César sempre almejou ser policial. Aos 21 anos ingressou na Polícia Militar, atuando como soldado no Batalhão de Itajaí. No mesmo período em que foi aprovado para sargento da Polícia Militar, também foi convocado para a Polícia Rodoviária Federal. Optou por iniciar carreira na PRF em 1994, quando concluiu o curso de Formação de Patrulheiro Rodoviário Federal. Ao longo da vida funcional, atuou nos municípios de: Penha, Florianópolis e São José do Cedro.

Durante deslocamento a trabalho, sofreu um acidente com a viatura da PRF, tendo diversas fraturas e submetendo-se a cirurgias para colocação de platina no braço e no pé. As limitações motoras não tiraram o sonho de exercer a profissão, passando a atuar em atividades administrativas.

Em 2003, descobriu um tumor cerebral. O tratamento exigiu quimioterapia, radioterapia e três cirurgias. Com a doença, César aposentou-se por invalidez. Mesmo enfrentando o câncer, colou grau como Bacharel em Direito na Unisul, em Palhoça.

Depois de aposentado, dedicou seu tempo a ações no Sindicato da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, colaborando inclusive como assessor jurídico voluntário. Presidiu o Clube do Patrulheiro Rodoviário de Santa Catarina com sede em Itapema. Atuou como coordenador de políticas sociais da Federação Nacional da Polícia Rodoviária Federal (FenaPRF). Contribuiu para a abertura do Cooperativa Sicoob em Santa Catarina.

O título de Amigo de Urubici foi um reconhecimento a César que intermediou a doação de veículos apreendidos pela Polícia Federal para serem utilizados na prestação de serviços à população nas áreas de educação e saúde da Prefeitura de Urubici.

César foi casado com Edna Matos (1994-2012) com que teve três filhas: as gêmeas Renata e Eduarda, hoje com 21 anos, e Rafaela, de 15 anos.

Faleceu em 07 de outubro de 2018 por complicações de um tumor maligno na boca.