Prefeitura de São José e Udesc firmam parceria na área de Educação Física

O objetivo é contribuir com a formação continuada dos professores que atuam na rede municipal

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A Secretaria Municipal de Educação e o Laboratório de Pesquisa em Práticas Pedagógicas da Educação Física (Laprapef) da Udesc firmaram um convênio para contribuir com a formação continuada dos professores que atuam na rede municipal de ensino. A capacitação será realizada em encontros mensais, sendo que a primeira formação foi realizada no final do mês de abril, na Casa do Educador, com o tema Planejamento Anual de São José: O Foco na BNCC.

A palestra, que teve a Base Nacional Comum Curricular como fio condutor, foi proferida pela professora de Educação Física Thais Almeida, que é efetiva no Colégio Municipal Maria Luiza de Melo e também membro do Laprapef. “No planejamento desse ano, nos propomos a pesquisar, estudar e pensar propostas condizentes com as nossas necessidades, valorizando esse espaço, compartilhando e construindo juntos melhor qualificação para a nossa rede. Precisamos levar mudanças positivas para a realidade das crianças e dos adolescentes, com nossa presença humana e reflexões de como podemos melhorar a qualidade de vida de todos. As pesquisas da universidade são importantes nesse sentido, pois elas estão olhando para os professores também. Precisamos pensar nos alunos, mas também em nós, para nos fortalecermos como grupo”, aponta Thais.

Para a professora de Educação Física Eliane Fátima Rover, a parceria entre Município e o Laprapef aproximará escola, universidade e comunidade, estimulando o debate e a troca de experiências entre acadêmicos e profissionais da Educação. “Para isso, a proposta das atividades foi distribuída em quatro ações diferenciadas: Diálogos pedagógicos: Pensando a Formação de Educadores de Educação Física; Sapere: saberes, práticas e educação; Seminário de Formação e Atuação Profissional em Educação Física e Curso de Atualização de Professores de Educação Física”, explica a educadora.

Para a professora do Laprapef, Gelcemar Farias, a importância dessa cooperação é que ela representa o coletivo. “A produção do conhecimento só avança quando há essa união. Estamos todos no mesmo patamar, universidade e escola, e vamos trabalhando juntos nessa construção. Assim fomentamos a formação continuada com ações e cursos para os professores, em uma carreira que deve estar bem clara, ou seja, buscar uma identidade e valorizar a profissão”, destaca Gelcemar.

Os encontros de formação serão realizados mensalmente, no momento da hora atividade dos professores. “É importante destacar que, por meio dessa parceria, esses profissionais podem ir além e participar de todas as formações, cursos e pesquisas que o núcleo de estudos oferece, com tutores da área específica. Dessa forma, os educadores da rede municipal terão acesso a todas as formações oferecidas pelo Laboratório, com professores renomados das universidades brasileiras”, afirma a coordenadora da área de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação, Alzira Rosa.

Alzira, que também é membro do Laprapef, avalia que o convênio será muito positivo para o Município. “Vejo uma nova era, esse vínculo dos professores universitários com os professores do ensino básico, esse investimento de pessoas, que abre portas. Quando a universidade vem para a escola fazer pesquisa, deve existir a devolutiva. Assim temos um retorno da formação continuada, do trabalho aplicado na nossa rede de ensino da cidade de São José”, assinala a educadora.

Uma das ações, por exemplo, é o trabalho do professor de Educação Física Elias Barbosa Lacerda, com especialização em Educação Especial. Ele iniciou nas instituições municipais de São José a pesquisa na área de Educação Inclusiva para averiguar a “Integração do professor de Educação Física com o Desenvolvimento Motor do Autista no Âmbito da Escola”. Por meio de um questionário, investiga como ocorre o convívio com outras crianças, não somente nas instituições específicas. O trabalho tem grande importância na formação continuada para a educação inclusiva, já que o Município possui um Núcleo de Educação Especial e pode oferece subsídios para os professores trabalharem a inclusão no ensino regular.