Servidores públicos de Florianópolis entram em greve por tempo indeterminado

As unidades do serviço público municipal interrompem o atendimento a partir da meia-noite desta quarta (12); prefeitura vai entrar na Justiça

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Assembleia foi realizada na tarde desta terça (11)

Foi decidido em assembleia geral chamada pelo Sintrasem, na tarde desta terça-feira (11), que os trabalhadores da prefeitura de Florianópolis entrarão em greve por tempo indeterminado. As unidades do serviço público municipal interrompem o atendimento a partir da meia-noite desta quarta-feira (12).

De acordo com o Sintrasem, após a atual administração enviar a resposta sobre as reivindicações sem nenhum avanço nas negociações, na noite desta segunda-feira (10), a prefeitura ainda chamou uma mesa de negociação para sexta-feira (14), dia que ocorre a  Greve Geral contra a Reforma da Previdência em todo o País.

“Por isso, os trabalhadores seguem neste momento em passeata até o prédio da Prefeitura para cobrar, em mesa de negociação, uma proposta que acate as necessidades da categoria e as condições para que o serviço público de Florianópolis atenda a população com qualidade”, diz nota divulgada nesta tarde de terça pelo sindicato.

PREFEITURA FOI SURPREENDIDA

A Prefeitura de Florianópolis recebeu com surpresa a notícia de greve dos servidores municipais. Isso porque a administração ainda não finalizou a discussão com a comissão do Sindicato sobre o aumento de salários.

Segundo a prefeitura, as conversas vinham acontecendo normalmente sem qualquer indicativo de paralisação. “Coincidentemente, o sindicato aprova uma greve dois dias antes da greve nacional contra a reforma da Previdência. A Prefeitura está ingressando hoje (terça) com ação judicial sobre a ilegalidade da greve para desconto dos dias dos grevistas. Mais uma vez o sindicato tenta parar a cidade e misturar pautas nacionais com as municipais”, diz nota emitida pela prefeitura.

AS REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA

Em data-base desde início de maio, passados 42 dias de negociação com o governo, ainda não se chegou a uma proposta final de reajuste salarial. De acordo com os dirigentes sindicais, em anos passados, a administração alegou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) na hora de negociar o reajuste. “Este ano, entretanto, as coisas estão diferentes. O gasto com folha está abaixo do limite prudencial da LRF, e as projeções da prefeitura estão no positivo – como o prefeito faz tanta questão de ressaltar na imprensa”, diz nota do Sintrasem.

Os servidores ainda reclamam de suposta sobrecarga de trabalho intensa da categoria e diversas outras cláusulas referentes a condições de trabalho e infraestrutura, que, segundo eles, também não tem resposta alguma por parte do Executivo.

Outra reivindicação é a realização de um concurso público para diminuir a sobrecarga nos postos de trabalho – postos de saúde, escolas, creches, CRAS e outros. “Em mesa, a prefeitura confirmou a realização de um concurso, mas não apresentou prazos, datas ou número de vagas”, diz o sindicato.