Camerata homenageia violonista e compositor Felipe Coelho dia 25, no CIC

Artista é considerado "a cara do novo violão brasileiro" e "um dos mais importantes violonistas brasileiros da nova geração"

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Camerata e Felipe Coelho

Do primeiro contato com o violão, aos seis anos, ao reconhecimento internacional de seu talento, na idade adulta, Felipe Coelho passou por experiências que só alimentaram sua identificação com a música instrumental. Ao ganhar a primeira guitarra elétrica, aos 13 anos, formou um trio com amigos e saiu tocando em festas de aniversário, misturando Pink Floyd com Paralamas, The Police com Mamonas Assassinas. Era o começo de uma carreira que já está indo para o sexto CD, a “Suíte Linguagens”, obra para violão e orquestra de cordas, que fará sua estreia em concerto com a Camerata Florianópolis no dia 25 de junho, no Teatro Ademir Rosa (CIC), na Capital.

O violonista e a Camerata já subiram ao mesmo palco em 2015, no próprio CIC, no espetáculo “Do choro ao flamenco”, em que a orquestra abriu espaço para vários talentos da música local. Mas agora Felipe Coelho será a estrela e terá um show só para ele. Ali, mostrará seu lado de compositor e o resultado das influências do flamenco, do jazz e da música oriental em seu trabalho, presentes também nos discos que já fez. A regência de “Felipe Coelho & Camerata Florianópolis” será do maestro Jeferson Della Rocca e a produção musical estará sob a responsabilidade de Maria Elita Pereira.

O espetáculo conta com o patrocínio direto da WOA Empreendimentos Imobiliários e Shopping Iguatemi, apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Ministério da Cidadania) e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Prefeitura de Florianópolis), e patrocínio da Intelbras, Engie e Supermercados Angeloni.

CARREIRA DE RESPEITO DO MANEZINHO

Nascido há 37 anos em Florianópolis, Felipe Coelho é considerado hoje “a cara do novo violão brasileiro” (Revista Violão Mais) e “um dos mais importantes violonistas brasileiros da nova geração” (Revista Guitar PLayer Brasil). Tem 5 discos gravados representados internacionalmente pelo selo Hot Club Records e já participou de mais de 30 festivais de música e realizou 12 turnês de seus trabalhos autorais, tendo atuado em Nova Iorque, Chicago, Shanghai (China), Buenos Aires e as principais capitais brasileiras.

Muito da trajetória bem-sucedida de Felipe Coelho se deve ao que aprendeu nos nove anos (não consecutivos) em que morou nos Estados Unidos. Foi lá, estudando em escolas de música, participando de festivais de jazz e ganhando prêmios, que ele encontrou seu caminho como artista. Fez mestrado, tocou em navios de cruzeiro, vendeu CDs para promover sua música e, aos 23 anos, já era mestre em jazz como bolsista da Georgia State University.

O primeiro CD foi “Raízes trançadas”, com características mais camerísticas. Depois, ao ser selecionado pelo Edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura, gravou “Catavento”, que teve grande repercussão na cena instrumental do Brasil. Também recebeu, com um quarteto de cordas que criou, o Prêmio Funarte de Música Popular em 2010, o que o levou a turnês por cidades de vários estados do país. Turnês, aliás, são corriqueiras em seu currículo, algumas em Santa Catarina, outras com apoio de leis de incentivo e respaldo do Serviço Social do Comércio (Sesc), por diferentes capitais brasileiras. Chegou a realizar quatro dessas maratonas musicais ao mesmo tempo, com o respaldo de instituições importantes.

“Foi ali que Floripa me reconheceu como artista”, afirma Felipe. Os CDs “Musa diversa” e “Raízes trançadas” tiveram grande repercussão, inclusive fora do país. Ele recorda de dois concertos feitos nos Estados Unidos, com apoio do antigo Ministério da Cultura (MinC), de uma turnê com a Orquestra de Câmara de Blumenau, de concertos com a Filarmonia e a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA) e de festivais em diferentes regiões brasileiras. Tocou com Wagner Tiso e Renato Borghetti em momentos marcantes de sua carreira. Com o disco “Todas as direções”, ficou quatro meses em Nova York, em casas noturnas e espaços consagrados à boa música.

NOVO TRABALHO

“Suíte Linguagens” traz várias composições com o mesmo conceito, ou seja, a comunhão da MPB, do erudito, do flamenco e do jazz, fruto da miscigenação que sobreveio após a abertura de fronteiras promovido pela internet. São influências do espanhol Paco de Lucía, por exemplo, que Felipe ouve desde a infância, e do próprio Yamandú Costa, outro grande violonista brasileiro. Há elementos da vida de Florianópolis, cidade cuja geografia está presente, subliminarmente, em parte de suas composições. “Essas músicas são parte do amor que sinto pela terra”, afirma. É a partir da cidade, também, que pretende romper barreiras que excluem, nos principais centros do país, os artistas das regiões periféricas, nas quais se inclui Santa Catarina.

Hoje, além de uma agenda cheia, Felipe Coelho tem todo o seu trabalho disponível no Spotify e em catálogos internacionais de música. Seu material também está no YouTube, canal no qual coloca audiovisuais e vídeos feitos ao vivo.

DO ERUDITO AO POPULAR

A Camerata Florianópolis é reconhecida pelo grande estímulo e pelo destacado espaço que abre para a composição erudita contemporânea. Fez a estreia de dezenas de obras de compositores brasileiros, algumas dedicadas à própria orquestra, bem como a gravação de CDs com obras deste gênero, como o seu terceiro CD com composições de José Brasilício de Sousa, Alvaro Sousa e Abelardo Sousa, o CD Imagens de Santa Catarina, com obras de Edino Krieger, “Natal”, com peças de Aldo e Edino Krieger, o CD duplo com obras de Alberto Heller e Kleber Alexandre, dentre outros.

Além da música erudita, a orquestra já destacou em seus concertos vários compositores da música popular de Santa Catarina, em espetáculos com cantores ou grupos, como os projetos Canção (que teve três edições) e Catarina Instrumental (duas edições), além de seus DVDs e CDs gravados e as parcerias feitas com os grupos Expresso Rural e Dazaranha.

SERVIÇO

O QUÊ? Show Felipe Coelho & Camerata Florianópolis

QUANDO? Dia 25 de junho de 2019, às 20h

ONDE? Teatro Ademir Rosa (CIC), em Florianópolis

INGRESSOS?

Plateia inferior: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia) / R$ 40,00 (Assinante NSC)

Plateia superior: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia) / R$ 24,00 (Assinante NSC)

À venda nas bilheterias dos teatros (CIC, TAC e Pedro Ivo), sede da Camerata Florianópolis e Blueticket (site e lojas)

INFORMAÇÕES? Fone (48) 3233-2324 e e-mail camerata@camerataflorianopolis.com.br