Sucesso do Congresso Bim projeta outros eventos na área em SC

O sucesso do 1º Congresso BIM CREA-SC, realizado nos dias 7 e 8 de novembro, deverá transformar Florianópolis em sede de um evento anual.

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FOTOS: FABRÍCIO DE ALMEIDA

De acordo com a organizadora do congresso,
engenheira Késia Alves da Silva, há interesse do CREA-SC em aprofundar
o debate, reforçando a posição de Santa Catarina na vanguarda desse
movimento que visa a melhorar a qualidade das construções, reduzir
prazos e custos e gerar economia para as empresas e o poder público,
grande contratador de obras de infraestrutura.

O 1º Congresso BIM CREA-SC teve a presença de engenheiros, arquitetos
e estudantes de Santa Catarina e de estados como Acre, Ceará e
Maranhão, além da participação do professor José Carlos Lino, da
Universidade do Minho (Portugal), respeitado especialista em BIM. “O
evento foi um sucesso, pelo número de presentes e porque atraiu vários
tipos de público, com diferentes níveis de maturidade em relação ao
BIM”, disse Késia Alves da Silva no último dia do congresso. Ela
aposta em novas iniciativas como esta, já contando com o apoio e
parceria de outras entidades das áreas da engenharia e construção,
além do CREA-SC e dos municípios catarinenses, por meio da FECAM.

Os cases do Floripa Airport, de uma escola municipal no bairro Tapera e
do Observatório Social de Palhoça, todos com dados impressionantes de
ganho de tempo, economia de recursos e níveis elevados de
transparência na gestão dos projetos, chamaram a atenção de quem
participou do congresso. Pensando em adotar a metodologia BIM em seus
programas de contratação de obras, o governo do Ceará enviou ao
evento quatro técnicos da Superintendência de Obras Públicas. “A
ideia é reduzir custos e aditivos, encurtar os prazos e melhorar a
qualidade dos projetos”, afirmou o engenheiro Filipe Braid,
funcionário da superintendência.

Para Narcélio Monte, diretor executivo da Datacities Cidades
Inteligentes, o BIM é um movimento sem volta, porque certifica a
gestão da informação durante todo o processo construtivo, inclusive
na manutenção das obras, onde o custo é mais elevado. “O projeto
demanda 5% do investimento, a execução, entre 25% e 30%, e o restante,
até 70%, vai para a manutenção durante a vida útil da obra”, disse
ele. O arquiteto Alexander Justi, presidente da Câmara Brasileira de
BIM, destacou que os órgãos federais estão migrando em peso para a
metodologia, incluindo os ministérios, e os eventos que tratam do
assunto no país vêm atraindo um número crescente de interessados.
“Hoje, já existem 204 softwares de BIM no mercado brasileiro”,
informa.