Em São José, vereadores ressaltam importância da Campanha Novembro Azul

Parlamentares citaram preconceito dos homens de consultarem um médico

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Vereadora Sandra

Concluída quase metade do mês, os vereadores de São José registaram suas preocupações com a incidência de câncer de próstata e fizeram coro em prol da prevenção e diagnóstico precoce. O Novembro Azul ganhou destaque em manifestações na Tribuna da Câmara Municipal ao longo das últimas Sessões Ordinárias.

Autora do projeto que culminou com a Lei nº 5.572/2016 (PL30/2016), a qual INSTITUI NO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ O MÊS NOVEMBRO AZUL, a vereadora Sandra Martins (PSDB) ressaltou que, de acordo com os números, os homens morrem mais que as mulheres. Um dos fatores é, justamente, a resistência deles em irem consultar um médico e realizar exames que podem identificar uma série de doenças que, quando descobertas em tempo hábil, são mais fáceis de tratar e curar.

O preconceito foi levantado pelo vereador Moacir da Silva (PSD) ao comparar as posturas dos dois sexos quanto aos exames. “As mulheres são mais conscientes do que os homens. Elas buscam e vão. Os homens são tão medrosos e preconceituosos que não fazem o que tem que fazer. É um câncer que facilmente se irradia e aí a solução é cada vez mais difícil”, falou o parlamentar ao discorrer sobre o câncer de próstata.

Da mesma forma, o vereador Orvino Coelho de Ávila (PSD) comparou o número de pessoas mais velhas do sexo masculino e feminino. “É um tema extremamente importante porque homem realmente não tem o hábito de fazer o preventivo. Sempre costumo dizer que a gente vai no grupo de idosos e vê 50, 60 mulheres e 4 ou 5 homens”, refletiu.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), há, no Brasil, uma média de 40 homens que morrem vítimas de câncer de próstata por dia. “Esse é um número assustador e que nos faz refletir sobre a necessidade de deixar o preconceito de lado e ir procurar um médico com regularidade para avaliar a saúde”, disse a vereadora Sandra Martins.

Ainda de acordo com a Sociedade de Urologia, aproximadamente três milhões de homens vivem com a doença, sendo essa a segunda maior causa de morte por câncer em homens no Brasil. Já apontamento do Instituto Nacional do Câncer estima, para 2019, uma média de 69 mil novos casos.

Embora a recomendação para a visita ao médico seja a partir da puberdade, a parlamentar destacou que especialistas apontam que o início da avaliação do risco de câncer da próstata começa aos 50 anos. “Estudos mostram que negros, obesos mórbidos ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos, pois são mais suscetíveis a ter a doença”, salientou Sandra Martins durante sua fala em Tribuna no dia 4.

Os exames da próstata resumem-se a uma avaliação do risco pelo urologista, seguida pelo toque retal e a dosagem de PSA.