A nova vida do seu Luiz no residencial da Ponta do Leal

Um dos ex-moradores das palafitas na Ponta do Leal, que há nove meses estão morando em um residencial.

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Você já se imaginou morando em uma palafita à beira-mar, sem
condições mínimas de saneamento básico, sem instalação correta de
energia elétrica, vivendo com riscos de acidentes e infraestrutura
precária? Não né. Pois essa era a vida do seu Luiz Derli Córdova, de
57 anos, e de sua companheira, que assim como outras famílias, residiam
nos casebres da Ponta do Leal, no Balneário Estreito, região
continental de Florianópolis. Mas agora, nove meses após a mudança
desses moradores para o condomínio que leva o mesmo nome da comunidade,
a vista que o seu Luiz contempla diariamente está bem diferente.

Enquanto ele morava na palafita, criou muitas memórias. Mas não quer
mais saber da antiga vida. Agora, em seu apartamento que tem dois
quartos, sala, cozinha, banheiro e até churrasqueira, o sorridente
senhor demonstra felicidade e orgulho ao mostrar os cômodos. Afinal,
não é apenas um local onde ele mora, é o lugar que enfim, ele pode
chamar de lar. Na sacada, o seu luiz cultiva um pequeno jardim e reserva
algumas tarde para olhar o mar.

“Antes ali tu olhava o mar e tinha muito lixo e muita imundície.
Agora você olha, está tudo lindo, limpinho, aparecendo as pedras. Não
dá saudade não. Aqui está ótimo, o tamanho, espaço. Eu tenho o meu
jardinzinho, como eu tinha lá, né. Mas aqui é bem melhor, tem mais
segurança, mais espaço, estou muito feliz,” relembrou Luiz.

Sobre o residencial

O residencial, localizado na rua XV de Novembro, na Ponta do Leal,
bairro Balneário, no Continente, é o segundo empreendimento
habitacional de interesse social do programa do governo federal Minha
Casa Minha Vida a ser concluído em Florianópolis. O custo,
estabelecido pelo Ministério das Cidades, foi de 64 mil reais por
unidade. São 5.946,13 metros quadrados de área construída, composto
de quatro blocos de apartamentos de quatro pavimentos, área de estar
com bancos e playground.

Três blocos têm 24 apartamentos, cada, e um bloco tem 16 apartamentos.
As unidades são iguais em tamanho: 58 metros quadrados dispostos,
contendo dois quartos, banheiro, sala, cozinha, área de serviço e
sacada com churrasqueira. A Prefeitura foi a responsável pelo projeto e
pelo cadastro e seleção das famílias beneficiadas, levando em conta
critérios definidos pelo próprio Programa Minha Casa Minha Vida e, no
caso de Florianópolis, pelo Conselho Municipal de Habitação.