Governo de SC define volta do transporte coletivo na semana que vem

Trabalho neste momento é garantir a segurança para os ônibus de transporte urbano, onde existe mais dificuldade de controle e fiscalização

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O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) disse nesta sexta-feira (22) que o Executivo deve decidir as regras para o retorno do transporte coletivo na próxima semana. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) disse que a tendência é acompanhar a decisão do Governo do Estado e liberar os ônibus a partir de primeiro de junho, desde que os números de contaminação da Covid-19 sigam em queda na Capital.

O impasse, segundo Moisés, é garantir a segurança para os ônibus de transporte urbano, onde existe mais dificuldade de controle e fiscalização. A declaração aconteceu durante conferência online com prefeitos do Estado. 

Durante a conferência, coube ao prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), endossar o pedido dos prefeitos pela volta da atividade. Segundo ele, a suspensão dos ônibus somada à volta do comércio provocou exercício ilegal de transporte por alguns motoristas de aplicativo, por exemplo.

Moisés concordou em agilizar o processo. O governo do Estado já tem prontos os protocolos de segurança para transporte interestadual e intermunicipal. Para liberar a atividade de um modo geral, falta definir as regras para o transporte urbano dentro dos municípios. 

“O interestadual e o intermunicipal têm características exclusivas de transporte rodoviário, têm um tratamento e uma facilidade de controle maior. […] O controle de pessoas que acessam os veículos do transporte urbano são um grande desafio”, disse Moisés. 

Segundo o governador, o objetivo do Executivo é “adotar regras para não precisar regredir” depois. Assim, quando o protocolo for definido, ficará a cargo dos prefeitos impor novas regras de restrição social, caso necessárias. 

A medida vai de encontro ao que sugeriu o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos). Para ele, cada cidade tem sua demanda específica de restrição e o prefeito, junto a equipes técnicas, saberá dar o encaminhamento. 

Moisés pediu mais alguns dias para elaborar os protocolos. “Esse é um tema que vai ser abordado e aí eu peço a paciência de todos para que a gente possa evoluir na semana que vem”, disse. Mas já adiantou que o transporte deve voltar ‘em plena carga’: “A gente não deve restringir horário. Quanto mais restringe, mais aglomeração dá”, afirmou. 

No encontro, o governo do Estado apresentou ainda uma plataforma de controle de dados sobre a Covid-19 em Santa Catarina que será disponibilizada aos prefeitos. Nela, constam tabelas, mapas, protocolos de defesa, entre outras ferramentas, que vão embasar tomadas de decisões regionais. A plataforma ainda está em fase de testes e passará por avaliação dos prefeitos.

TRANSPORTE COLETIVA NA CAPITAL

Recentemente, quando o Governo do Estado iniciou a discussão de liberação do transporte coletivo, o prefeito da Capital, Gean Loureiro (DEM) disse que não acompanharia a decisão, visto que o município pode ser mais restritivo que o Estado. Porém, com a queda no número de contaminados registrado nas últimas semanas, Loureiro mudou de ideia.

À este INFORME FLORIPA, o prefeito informou que está estudando acompanhar a decisão do governo do Estado e liberar o transporte coletivo também na Capital, a partir de primeiro de junho. Mas, existe um porém: caso os números de contaminação parem de cair e voltem a subir até semana que vem, esta decisão poderá ser revista.

Nesta quinta-feira (21), Florianópolis tinha 633 pessoas que tiveram teste positivo para a Covid-19, sendo 547 recuperados e apenas 86 com a doença em tratamento e sete óbitos. A ocupação de leitos era a seguinte: 4 pacientes em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 4 pacientes internados na enfermaria.

O prefeito bem anunciando há semanas números positivos que refletem o controle da contaminação na Capital. Mesmo com a liberação do comércio, os contágios não aumentaram. A taxa de letalidade de Florianópolis é de 1,1%, a menor entre Capitais. Não há mortes há 14 dias e nas últimas 4 semanas, o número de recuperados tem crescido mais do que o número de novos casos, diminuindo o número de doentes.

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