Profissionais organizam campanha de prevenção ao câncer de boca e garganta no HU-UFSC

Campanha do Julho Verde será virtual, com realização de fórum e atividades informativas.

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A campanha Julho Verde, que é destinada à prevenção e discussão sobre o câncer de boca e garganta em todo o Brasil, neste ano, devido à pandemia do coronavírus, será realizada de forma virtual no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), com um fórum de especialistas, e apresentações virtuais para divulgação da importância da prevenção, diagnóstico precoce e suporte a pacientes.

O Julho Verde é organizado todos os anos pela Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG) e várias instituições, visando a informar sobre o câncer de cabeça e pescoço, falando da promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação deste agravo que tem como principais fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool e
as infecções por HPV.

No HU-UFSC, a campanha está sendo conduzida pela Unidade Cérvico-facial, por meio dos Núcleos de Odontologia Hospitalar, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e pelo Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

De acordo com a professora Liliane Janete Grande, integrante do Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU, o VII Fórum de Discussão em Diagnóstico Bucal da UFSC está marcado para 27 de julho – Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço – com a participação de três convidados. O link para acesso ao fórum será
divulgado nas próximas semanas.

“Também faremos a divulgação do papel do cirurgião dentista na prevenção, diagnóstico e suporte ao paciente com câncer de boca, por meio de vídeos educativos, de curta duração”, disse.

No HU, o Núcleo de Odontologia Hospitalar, que faz parte da campanha Julho Verde, atende uma média de 15 pacientes oncológicos por semana, durante o período de pandemia, sendo 25 em períodos normais. A coordenadora do Núcleo, Mariah Luz Lisboa, explicou que estes pacientes recebem diversos atendimentos dos profissionais, desde o diagnóstico do
câncer de boca propriamente dito até o tratamento de suporte odontológico para as sequelas de tratamento para combate ao câncer.

Núcleo atende pacientes de todo o Estado

O núcleo, que surgiu a partir do crescimento da oferta de serviços para pacientes oncológicos no Hospital Universitário, atende pacientes de todo o estado de Santa Catarina, agendados através do Sistema de Regulação do SUS – SISREG, bem como os pacientes oncológicos internos, do próprio hospital, encaminhados por médico especialista.

Uma importante frente de trabalho, desenvolvido pelo Núcleo de Odontologia Hospitalar é a adequação do meio bucal, prévia ao tratamento oncológico propriamente dito, com a remoção dos focos sépticos dentais, buscando evitar complicações futuras.

Além do trabalho de diagnóstico e preparação para tratamento, o núcleo atende pacientes que necessitam de suporte durante a terapia. Neste caso, são feitas sessões de aplicação de laser, com objetivo de amenizar os efeitos colaterais da radioterapia ou da quimioterapia. Complementando estas ações, os pacientes oncológicos também têm
acesso a tratamentos de sequelas, como parte da estratégia de reabilitação oferecida pelo núcleo.

Saiba mais sobre o Câncer de Boca e Garganta

Quais são os sintomas de câncer de boca?

No caso do câncer de boca, os principais sinais são lesões que lembram feridas ou caroços que não cicatrizam ou desaparecem em 15 dias, de coloração diferente da cor da mucosa. Quanto a sintomatologia, nos estágios iniciais, o câncer de boca não dói; a dor estará presente nos casos mais avançados

Qual é a importância do diagnóstico precoce no caso do câncer de boca ou garganta?

O diagnóstico precoce do câncer de boca permite um tratamento com menores repercussões funcionais e estéticas para o paciente. Além disso, aumenta a sobrevida do paciente.

Com a pandemia, muitas pessoas temem procurar um posto de saúde ou mesmo um profissional especializado para fazer um exame.

É possível fazer um autoexame prévio?

O auto-exame da boca, realizado pelo próprio paciente em casa, permite que ele identifique a presença de alguma alteração bucal e busque auxílio profissional. No entanto, nada substitui o exame clínico do paciente, realizado por profissional experiente.

Que parte da população é mais afetada por esta doença?

Apesar de poder acometer pacientes com perfil variado, ainda acomete mais homens, acima de 50 anos de idades, leucodermas (de cor branca), fumantes e usuários de álcool crônicos.

Como é o tratamento?

O tratamento é uma decisão médica, mas se divide em 3 grandes grupos: cirurgia oncológica, radioterapia e quimioterapia.

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