Veterinárias da Capital atendem voluntariamente os cães resgatados de canil clandestino

Três veterinárias de Florianópolis, do Projeto CastraBus, da médica veterinária Katia Chubaci, participaram como voluntárias da ação que esterilizou mais de 600 animais, em apenas quatro dias. O mutirão ocorreu em São Paulo, a convite do Instituto Luisa Mell

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Parte dos 1.7 mil cães de um canil clandestino , resgatados pelo Instituto Luisa Mell, após denúncia de maus-tratos, em Piedade (SP), já começaram a ser esterilizados. Em quatro dias, 615 animais foram castrados. Três veterinários de Florianópolis, do Projeto CastraBus, da médica veterinária Katia Chubaci participaram da ação.

Os animais usados como matrizes, frutos do comércio de vidas, viviam em condições precárias e insalubres. Muitos deles foram encontrados doentes pela ativista Luisa Mell, que os encaminhou para tratamento e acolhimento. Desde o resgate, em fevereiro deste ano, cerca de 300 filhotes nasceram. Com o objetivo de evitar que estes cães sigam reproduzindo e gerando mais filhotes, além de tratar doenças existentes, e prevenir futuros males, a castração de machos e fêmeas, é uma das ações adotadas pelo Instituto em parceria com veterinários voluntários.

“Hoje são ao todo dois mil animais que precisam ser esterilizados. Nesta primeira etapa conseguimos realizar de forma voluntária apenas uma parte. Possivelmente, retornaremos para esterilizar os filhotes quando estes alcançarem idade e condições de saúde ideais para passarem pela cirurgia”, explica Chubaci.

Segundo a veterinária, a esterilização é considerada a prática mais ética de controle de população animal e de zoonoses. A cirurgia também previne doenças. “Nas fêmeas, reduz em 90% a incidência de câncer de mama, de ovários e útero, além de Tumor Venéreo Transmissível (TVT), Piometra (infecção no útero), etc. Nos machos, previne o câncer de próstata e de testículo, reduz os hormônios masculinos, tornando-os menos briguentos por território e disputa pelas fêmeas. Também ajuda a reduzir fugas e deixa a urina com menos cheiro”, afirma.

Para a realização desta ação o Instituto Luisa Mel arcou com as despesas do translado do CastraBus – um ônibus transformado, totalmente adaptado para realização de cirurgias em seu interior – que viajou de Florianópolis para São Paulo. O diesel e a diária do motorista ficaram, portanto, por conta do Instituto. A mão de obra das médicas veterinárias, Katia Chubaci, Alessandra Benedetti e Bruna Luiza foram voluntárias.