Psicóloga da Assistência Social de Florianópolis faz palestra para servidores sobre suicídio

A palestra faz referência ao setembro amarelo, mês voltado à discussão sobre saúde mental

0
250

Na tarde de quarta-feira (4) a psicóloga, servidora da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Ana Paula Araújo de Freitas apresentou os resultados da sua pesquisa de doutorado sobre o comportamento suicida nas políticas de Saúde e Assistência Social de Florianópolis. A palestra aconteceu na sede do Ciee, Centro de Integração Empresa-Escola para servidores do Município. Ana Paula atua no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da Trindade.

A psicóloga fez sua pesquisa com profissionais e pessoas que utilizavam os serviços do município, CRAS e Unidades Básicas de Saúde, e concluiu que muitos profissionais e a população ainda enfrentam preconceitos e inseguranças sobre a temática sendo um fator que dificulta o acesso e a vinculação aos serviços. O estudo teve como interesse a Proteção Social Básica, da qual o CRAS faz parte e a porta de entrada para a Política de Assistência Social.

“Meu mestrado foi sobre essa temática e no doutorado, decidi trazer essa discussão para o meu cotidiano de trabalho. Fui motivada pelo aumento do número de atendimentos que envolviam questões importantes de saúde mental que chegava nos CRAS”, complementa a Ana.

O comportamento suicida envolve ideias, pensamentos de morte, ameaças ou gestos e tentativas de suicídio, até o suicídio propriamente dito. A palestra ministrada por Ana Paula para servidores da Secretaria de Assistência Social contribui para o município aprimorar as políticas públicas voltadas às pessoas com comportamento suicida atendidas pelos equipamentos das duas políticas.

“É muito importante que esta temática seja discutida em parceria entre todas as secretarias que trabalham na linha de frente com pessoas atendidas. Continuaremos sempre aperfeiçoando nossas políticas públicas para atender cada dia melhor nossa população”, comenta a secretária de Assistência Social do Município Maria Cláudia Goulart da Silva.

O estudo foi dividido em duas partes: na primeira, 80 profissionais, 44 da Saúde e 36 da Assistência Social, responderam a um questionário de atitudes em relação ao comportamento suicida chamado QUACS. No segundo momento, 15 profissionais e 12 usuários participaram de entrevistas, o que possibilitou que os dois grupos de interesse fossem comparados. A ação aborda a importância da articulação entre os serviços e políticas públicas.