Grupo Galpão apresenta espetáculo “Outros” em Florianópolis

A 24ª montagem da companhia mineira de teatro, que conta com o patrocínio master da Petrobras tem dramaturgia própria e trilha sonora inédita, composta e executada ao vivo pelos atores;

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Com mais de 35 anos de história e considerada uma das mais importantes
companhias teatrais do cenário nacional, o GRUPO GALPÃO traz para
FLORIANÓPOLIS (SC) o espetáculo OUTROS, que dá continuidade à bem
sucedida parceria do grupo mineiro com o diretor Marcio Abreu (companhia
brasileira de teatro), iniciada com o espetáculo NÓS, de 2016. Na
montagem mais recente, o grupo foca na escuta, na busca pelo outro e
aprofunda a reflexão sobre o hoje e o lugar do artista e da arte nos
tempos atuais. Em Florianópolis o Galpão faz duas apresentações, nos
DIAS 02 E 03 DE OUTUBRO, ÀS 20H, NO TEATRO ADEMIR ROSA (CIC). Os
ingressos custam R$20,00 (INTEIRA) e R$10,00 (MEIA) e estão à venda no
site.blueticket.com.br [2] e nas bilheterias dos teatros CIC, TAC e
Pedro Ivo. O Galpão fará ainda um bate-papo com o público no dia 3 de
outubro (quinta), às 14h, no Auditório do CEFART, com entrada franca.
Em turnê pelo sul do país, depois de ter passado por Canoas (RS),
Caxias do Sul (RS), Blumenau (SC) e Florianópolis, o grupo segue para
Curitiba (PR).

Alteridade e poesia. Foi mergulhando nesses dois temas que diretor,
atores e atrizes começaram, na prática, o processo de criação de
OUTROS, que nasce como uma consequência natural do amadurecimento das
dúvidas e inquietações contemporâneas trabalhadas na montagem de
NÓS (2016). “OUTROS é exatamente a expressão desse momento nosso.
É um desdobramento consciente do primeiro trabalho que fizemos juntos.
É uma experiência criativa que aprofunda a pesquisa numa escuta social
performativa, que se constitui dramaturgicamente valendo-se de
percepções múltiplas do mundo e de como ele age sobre nós”,
explica o diretor.

Durante o processo de pesquisa para a montagem, os atores e atrizes se
debruçaram em diversas leituras, chegando a aprofundar em alguns textos
como “Frigorífico”, do francês Joel Pommerat, e “Os
embebedados”, do russo Ivan Viripaev.  As leituras contribuíram para
o direcionamento do trabalho e serviram de material, junto com outros
exercícios, para a criação da dramaturgia, elaborada em conjunto por
Marcio Abreu e os atores do _GALPÃO_, Eduardo Moreira e Paulo André.
O caminho levou a uma estrutura dramatúrgica que foi além da extensão
da palavra para conseguir expressar o que extrapola a fala, dando
espaço e importância a outras formas de linguagem, como o silêncio,
por exemplo. O resultado é uma peça tecida com os rastros de memória
presentes não só no discurso, mas nos corpos das atrizes e atores que
ocupam a cena.

O texto do espetáculo foi construído na sala de ensaio, a partir do
material levantado em exercícios e performances de rua, individuais e
coletivas – que trabalharam com questões de natureza privada no espaço
público e vice-e-versa – propostas pelo diretor e pelos próprios
atores, que participaram anteriormente de um laboratório sobre
vivência de performance, ministrado pela atriz e performer ELEONORA
FABIÃO. Na performance coletiva, a simbólica mesa de reunião do
Galpão saiu do espaço privado e foi passear pelo centro de Belo
Horizonte junto com os atores e atrizes, que convidavam as pessoas para
sentar, dividir seu tempo e história com eles. A normalidade do dia a
dia da rua foi atravessada pelos corpos dos atores que saíram do lugar
de protagonista para dar destaque ao público, buscando romper com o
fluxo cotidiano da cidade. “É curioso pensar como esse trabalho nos
permitiu voltar a uma modalidade de teatro de rua tão particular e
distinta da que temos feito ao longo dos últimos vinte anos”, comenta
Eduardo.

O processo da escuta, de enxergar o outro, a cidade e entender como
essas vozes, corpos e imagens – na dimensão do espaço público –
reverberam em nós, foi o fio condutor desse trabalho. Essas
experiências também foram traduzidas para a música, composta pelos
próprios atores, que executam ao vivo em cena. Nas palavras do diretor,
OUTROS descreve trajetórias entre o cheio e o vazio, entre a
insuficiência das palavras e a potência do silêncio, entre
construção e ruína, entre os tempos, passado, presente e futuro e que
busca interligar o artístico, o existencial e o político, reagindo à
dureza e à violência desses tempos nossos quando a ignorância usada
como arma sustenta um fascismo crescente e contra o qual precisamos
lutar com as armas das linguagens, do amor, do erotismo e da
consciência.

GRUPO GALPÃO

Criado em 1982, em Belo Horizonte (MG), o Grupo Galpão é uma das
companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, cuja origem
está ligada à tradição do teatro popular e de rua. Desde o início,
o grupo desenvolve um trabalho que alia rigor, pesquisa e busca de
linguagem, com peças que possuem grande poder de comunicação com o
público. É um dos grupos brasileiros que mais viaja, não só pelo
Brasil, como pelo exterior, tendo participado de vários festivais em
países da América Latina, América do Norte e Europa. Formado por 12
atores, o Galpão construiu sua linguagem artística a partir de
encontros com diversos diretores, como Eid Ribeiro, Gabriel Villela,
Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes, Marcio Abreu, entre outros,
criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e
a contemporaneidade, o teatro de rua e de palco, o universal e o
regional brasileiro.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA | PATROCÍNIO MASTER: PETROBRAS
|PATROCÍNIO: CEMIG – GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS| APOIO: ITAÚ |
REALIZAÇÃO: SECRETARIA ESPECIAL DA CULTURA, MINISTÉRIO DA CIDADANIA E
GOVERNO FEDERAL

SERVIÇO

O QUÊ: ESPETÁCULO OUTROS – GRUPO GALPÃO
QUANDO: 02 (quarta) e 03 (quinta) de outubro de 2019
ONDE: Teatro Ademir Rosa (CIC) |Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600 –
Agronômica –Florianópolis
HORÁRIO: 20h
INGRESSOS:  R$20,00 | R$10,00* – Ingressos antecipados à venda pelo
site site.blueticket.com.br [2] e nas bilheterias dos teatros CIC, TAC e
Pedro Ivo,
Telefone: (48) 3664-2628
de terça a domingo (incluindo feriados), das 13h às 19h.

O QUÊ: BATE-PAPO COM GRUPO GALPÃO

Quando: 3 de outubro
Horário: 14 às 16h
Local: Auditório do CEFART – Centro de Arte da UDESC (Bloco Amarelo)
| Av. Madre Benvenuta, 1.907 – Itacorubi
Acesso Gratuito. Limitado à lotação do espaço
Classificação: Livre