Pesquisadores da Udesc Esag estudam hábitos dos usuários para subsidiar políticas de mobilidade

A coleta de dados envolveu pesquisas on-line com moradores da região, em duas etapas (2016 e 2019). Mais de 750 pessoas preencheram os questionários

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Professores Pinheiro e Jara, da Udesc Esag, e o italiano Lanzini, da Universidade de Ca' Foscari - Foto: Carlito Costa/Ascom/Udesc Esag

Pesquisadores do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) devem publicar a partir do fim de janeiro, na forma de artigo científico, os primeiros resultados de uma pesquisa sobre mobilidade sustentável na Grande Florianópolis.

Os professores Daniel Pinheiro e Eduardo Jara, da Udesc Esag, estão desenvolvendo a pesquisa em parceria com o colega Pietro Lanzini, da Universidade Ca’ Foscari (Veneza, Itália). O professor italiano está em Florianópolis por um período de 20 dias, trabalhando nos dados em conjunto com os colegas.

A coleta de dados envolveu pesquisas on-line com moradores da região, em duas etapas (2016 e 2019).  Mais de 750 pessoas preencheram os questionários.

Brasil e Itália

O estudo também será aplicado, com a mesma metodologia, na Itália, permitindo também análises comparativas. “Queremos aperfeiçoar o modelo de pesquisa, combinando dados das intenções racionais das pessoas e de seus hábitos de mobilidade”, explica Pietro Lanzini.

“Nosso foco está no comportamento e escolhas individuais quanto ao modo de deslocamento e ajudará, inclusive, na proposição de políticas públicas que considerem não apenas a infraestrutura, o investimento e o tipo de transporte, mas também as escolhas pessoais”, afirma Daniel Pinheiro.

Florianópolis

Com os dados coletados na primeira etapa da pesquisa, em 2016, o grupo chegou a algumas conclusões importantes. A primeira é a de que as pessoas não enxergam opções confiáveis para mudar a maneira como se deslocam pela Capital, principalmente se isso significar deixar o carro na garagem.

Os gestores municipais precisam então fazer escolhas difíceis, especialmente em relação aos meios de deslocamento das pessoas, priorização de espaços e incentivo ao transporte coletivo. “É preciso um novo modelo de mobilidade, com uma maior integração dos anseios econômicos, políticos, sociais e ambientais da cidade”, afirma Pinheiro.