A estratégia do MDB de São José; PSL cooptou o PDT; o alvoroço pelas exonerações em massa na Capital e outras

Leia também nesta coluna que o ex-deputado do PT, Círio Vandresen se filia no PSB para concorrer em São José e o PSL de Santa Catarina é um partido refém de brigas pelo poder e muito pouco trabalho por projetos que realmente interessam à sociedade

0
695
Vereador de São José, Michel, filia Andrezinho, suplente do DEM que vai concorrer pelo MDB neste ano

A estratégia do MDB de São José

Na coluna passada escrevi neste espaço que o MDB de São José tinha três candidatos a prefeito, portanto, tinha nenhum. Não deixa de ser uma verdade. Mas, há que se registrar a estratégia que embasa a postura do partido. Ao ter os vereadores Michel Schlemper, Clonny Capistrano e o ex-deputado, José Natal, a agremiação preserva o mais sagrado para qualquer partido político que é a unidade partidária. Oferecendo condições a todos os postulantes o partido vai unido para a disputa. É o primeiro e principal passo, para depois sentar-se à mesa com possíveis aliados.

Capistrano não esconde há anos seu desejo de disputar a prefeitura. Deixou claro que disputou sua última campanha a vereador e sente-se preparado. Traz a seu favor o engajamento comunitário. Já José Natal é a aposta pela experiência. Traz na bagagem um amplo currículo para acrescentar ao projeto. Já foi vereador, vice-prefeito no primeiro mandato de Adeliana dal Pont e ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Já Michel vive seu melhor momento em sua carreira política. Presidente da Câmara vem realizando um brilhante trabalho, diga-se de passagem. Atua em áreas prioritárias, modernizando e agilizando o processo legislativo e ampliando a transparência, como por exemplo, com a implantação da TV Câmara. Apesar de ser uma jovem liderança, tem ampla experiência na gestão pública, com passagens pelo Executivo. É a aposta pelo novo, pela expectativa futura.

Projeto adiantado

Agora se for analisar a contribuição de cada um, talvez Michel Schlemper tenha largado na frente. Na busca por fortalecer o projeto e a nominada de vereadores, boa parte dos reforços veio por sua mão. Nesta terça-feira (18) ele apresentou o mais novo reforço: Andrezinho (FOTO PRINCIPAL DA COLUNA), suplente do DEM, que fez 920 na eleição passada. Assim como o fez com os suplentes Adriano de Brito, que veio do PSDB e Marcos Canetta que saiu do DEM, além do suplente de vereador Tete, que está com um pé no MDB, após se desiludir com o PDT.

Mas, a lista é ampla passando por outras inúmeras lideranças como Bastos da Casan, Marquinhos da Guarda Municipal, Vinny, Manoel Neto e mais alguns nomes. Há quem garanta que tem até vereador prestes a engrossar esta lista. Não sejamos ingênuos, eleições municipais se vencem com ideias boas, mas sem gente, sem uma boa infantaria não se chega lá. Nesse quesito Michel Schlemper e o MDB de São José estão fazendo sua parte.

Ciro no PSB

Quem está com o nome na praça para disputar a prefeitura de São José é Círio Vandresen, o Padre Círio. Ele deixou o Partido dos Trabalhadores e recentemente assinou ficha no PSB. Aliás, o evento de filiação teve a presença do prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte Campos, além de representantes da Executiva Estadual e Municipal do PSB, além de dirigentes de São Pedro de Alcântara e Palhoça e demais lideranças.

Projeto

Para quem estranhou a presença do prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte na reunião do PSB, visto que ele é filiado ao PSD, é bom olhar para a amarração futura. Nas internas é certa a disposição do prefeito em disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A estratégia passaria pelo PSB. Por isso seu esforço em reorganizar o partido na região.

Dois candidatos

Não chamem para um churrasco Valdemar Bornhausen, presidente estadual do Podemos de São José e o comunicador Fernando Damásio. Este último tem deixado claro que é pré-candidato a prefeito de São José deste o ano passado. Agora, quando se avizinha o pleito, Bornhausen trabalha para lançar o filho do deputado Hélio Costa como candidato. Damasio reafirma sua vontade e prevê disputa por votos na convenção para escolha do nome.

PDT cooptado

Lamentável o que está ocorrendo no PDT de Santa Catarina. Brizola deve estar se contorcendo no caixão. A deputada estadual Paulinha contraria a direção do partido e mantém a decisão de ser líder do governo ultra direitista de Carlos Moisés (PSL). Em São José, Fernando Anselmo, que concorreu a prefeito pelos trabalhistas e ficou em terceiro, troca a sigla pelo partido do governador. É claro que o PSL cooptou as lideranças do PDT. E as ideológicas? Nem fale mais de ideologias, o que vale é o poder pelo poder.

Exonerações em massa

Errei a data na coluna passada, disse que seria dia 14 de fevereiro, mas veio no Diário Oficial do dia 17 de fevereiro o tradicional tsunami com exonerações em massa na prefeitura de Florianópolis.  A prática já faz parte da estratégia administrativa do prefeito Gean Loureiro (DEM), que todo ano manda todo mundo embora. O objetivo, segundo ele, é avaliar os resultados de seus colaboradores perante a gestão pública: quem entrega resultado é readmitido, quem está a desejar roda. Apesar de ser uma prática comum do prefeito, é óbvio que em ano de eleição municipal a ação servirá também para reorganizar o time com vistas à disputa pela reeleição.

Alvoroço

A demissão em massa dos 348 servidores comissionados na prefeitura de Florianópolis causou um alvoroço na Câmara de Florianópolis. Mas, por incrível que pareça, não entre os vereadores da base, que são partícipes do governo, muitos com indicações. O fim do mundo foi entre os vereadores de oposição. Será que eles tinham muitos indicados no atual governo para tanta preocupação? Ou será falta de ter o que falar contra a atual administração mesmo?

Segurança de quem?

Deu no Cacau que excelentíssimo governador Carlos Moisés (PSL) está despachando da Casa da Agronômica, popular Casa das Baladinhas. O faz porque o Centro Administrativo do Governo do Estado, na SC-401, não possui habite-se, a autorização da prefeitura e do Corpo de Bombeiros para ser usado. Moisés, que é bombeiro aposentado, por precaução e segurança, não achou prudente ocupar o local nessas condições. Adequações estão sendo realizadas.

Mas a pergunta que não quer calar é: e as dezenas de demais servidores que estão lotados e trabalhando no Centro Administrativo? Como ficam? Vossa excelência não pode se submeter a um local inadequado para despachar, mas os servidores podem?

Segurança de quem? (2)

Mais uma pergunta que fica no ar: e a Casa da Agronômica, tem a liberação dos órgãos oficiais para seu uso. Será que aquele botijão de gás instalado dentro da cozinha onde Moisés faz seus peixes para seus chegados está dentro da lei? Passaria pela inspeção dos bombeiros ou teria que ser realocado na parte externa do imóvel com mais segurança. Essa é só uma das tantas irregularidades que a Casa da Baladinha, por ser uma construção antiga, pode ter.

Excessos de Moisés

Vão falar que estou pegando no pé de vossa excelência, mas não dá pra deixar passar em branco.  Quase não acreditei na notícia vinda lá do nosso Velho Oeste de que o governador Moisés mandou passar detector de bomba em elevadores de um prédio, sob condição, para participar das festividades do aniversário do município de Xaxim. Ele teria dado a ordem pessoalmente a Casa Militar. Como se diz praquelas bandas, “Menas” né Imperador Moisés, bem “menas”. Você não é o Trump!

O PSL das intrigas

Uma notificação extrajudicial pedindo a expulsão do PSL surpreendeu o deputado estadual Sargento Lima nesta terça-feira (18). O documento assinado pelos presidentes da Executiva Estadual, Fábio Schiochet, e do Conselho de Ética e Fidelidade Partidária, Alessandro Gruner, baseia-se em três posicionamentos dele: que os governos estaduais (atual e anteriores) olham para Joinville apenas como município arrecadador; que cobrou do governador Carlos Moisés o repasse de recurso previsto em convênio ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville; e um outdoor em que Lima e seu colega Kennedy Nunes pedem ações para o município.

“Fiquei surpreso, tendo em vista que na notificação encontrei acusações de não votar em propostas do Executivo, fácil de comprovar o contrário. A infidelidade favoreceria o Aliança, um partido que ainda não existe. E sou acusado de defender as regiões da Amplanorte e a Amunesc. Gozo de imunidade parlamentar que, por si, já garante o direito à livre expressão, isso sem destacar a minha obrigação constitucional de fiscalizar o Executivo”.

O PSL em Santa Catarina surgiu do nada e mostrou que é um partido recheado de lideranças preocupadas apenas pela luta do poder. Poucas pautas de interesse da sociedade e muita disputa entre seus integrantes.