Luizinho vai disputar a prefeitura em São José e Rafael Daux renuncia o comando do MDB da Capital

Leia também nesta coluna a denuncia de que lideranças do PSL estariam usando o Governo do Estado para levar a prefeitura de Biguaçu; além do início do debate sobre a Previdência Municipal da Capital e outras notas

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Luizinho da Regional

Luizinho da Regional é pré-candidato em São José

Em São José quem ensaia uma candidatura a prefeito é o radialista Luizinho, da Rádio Regional. A sigla escolhida é o PSDB. O projeto já passou da gestação e dá os primeiros passos. O convite para o desafio, segundo fonte deste colunista, partiu do Diretório Estadual tucano. Inclusive como gesto de boa vontade foi-lhe oferecido a presidência da comissão provisória tucana no município.

A atual direção municipal está sendo dissolvida e o radialista, que é filiado ao PSDB há dois anos, terá toda liberdade para formar a nova comissão provisória e ir atrás de apoios para seu projeto. A vereadora Sandra Martins, que atualmente comanda a sigla no município, já foi comunicada e deverá somar-se ao projeto.

A proposta da pré-candidatura é de renovação, mudança de cultura administrativa, contra corrupção. Luizinho se licencia de suas atividades na rádio dia 30 de junho, conforme prevê a legislação eleitoral.

Jornalistas

Caso Luizinho tope a parada em São José, será mais um jornalista tentando ser prefeito em municípios de expressão da Grande Florianópolis. Já confirmou a intenção de concorrer o comunicador Sérgio Guimarães, em Palhoça, inclusive assinando ficha no PL, com aval do senador Jorginho Mello. No caso de Sérgio, o processo já está bem adiantado e a pré-candidatura é irreversível, tomando corpo a cada dia. Já em São José Luizinho ainda engatinha.

Previdência municipal

Como tem que ser aprovado até junho, a prefeitura de Florianópolis enviou em regime de urgência para a Câmara Municipal o projeto de lei da Reforma do Regime de Previdência Municipal. Basicamente, as principais alterações estão nas alíquotas de contribuição. Para os servidores, passa de 11% para 14% e para o patronal de 14% para 17%. Com a aprovação da PEC da Previdência em Brasília, todo município que tenha déficit é obrigado a proceder a reforma do Regime. Em Florianópolis o déficit atual da previdência municipal é de R$ 7 milhões ao ano.  São em torno de 3.500 servidores efetivos, na ativa, contribuindo, contra 7.000 servidores aposentados.

Previdência municipal (2)

Com a aprovação da Reforma da Previdência em Brasília ficou estabelecido esta obrigação também para Estados e Municípios. O governo do Estado de Santa Catarina já encaminhou e os deputados estaduais já estão debruçados sobre o texto. No município não é diferente e o debate já começou. O ponto de maior polêmica é o aumento da alíquota de contribuição. Porém, é um tema indiscutível. Explico. Em Brasília ficou estabelecido que a aliquota mínima de reajuste nas contribuições dos servidores que deve ser estabelecida é de 14%. Assim, em Floripanópolis está sendo proposto aumentar dos atuais 11% para o mínimo que é 14%. Há discussão nisso? Ou será que o sindicato, algum servidor ou vereador da base da categoria vai propor aumentar mais que o mínimo de 14%?

Mas, como em ano de eleição tudo é base para chiadeira e exposição, os vereadores de oposição, Sintrasem e e lideranças de esquerda já estão realizando reuniões, mobilizações para “pressionar os vereadores” e, óbvio, causar tumultuo.

Greve à vista: discussão da Data Base e proposta da reforma da previdência. Quer apostar?

PSB, enfim, à esquerda

Pra não fugir à regra o PSB em Santa Catarina segue sua épica jornada de conflitos internos e correções de alinhamentos. Se bem que agora acho que acertaram a mão. O partido, enfim, será o que representa sua ideologia nacional, de esquerda. Assume a presidência estadual o ex-deputado federal pelo PT, Claudio Vignatti. A resolução nacional neste ano é que nas cidades com mais de 200 mil habitantes a sigla ou tenha candidato a prefeito ou apoie candidaturas de esquerda.

Justamente essa resolução tirou a sigla de uma possível composição na base do prefeito Gean Loureiro (DEM), na Capital. A composição estava bem adiantada, mas, entrou água e agora a tendência é que o PSB componha com partidos à esquerda. Há quem jure que o PSB será vice de uma chapa encabeçada pelo PSOL. O blocão de esquerda ainda teria o PT, que tem três candidaturas, mas, acredita-se, que desta vez abra mão para o PSOL e apenas ajude na base e talvez o PDT.

Pedrão no PSB

Falando em PSB, boataria correu forte nesta semana sobre um possível convite para o vereador Pedrão fazer parte da sigla socialista. Não há nenhuma confirmação oficial. Mas, se acontecer não será nenhuma surpresa. Afinal de contas, em Plenário, na Câmara da Capital, desde o início do atual mandato Pedrão flerta com a esquerda, vota com vereadores como Marquito, Afrânio Boppré, ambos do PSOL, Vanderlei Farias (PDT) e Lino Peres (PT).

Seria uma guinada em tanto. Para quem não sabe o destino do vereador, que está deixando o PP dos Amins, tem tudo para ser o PL, do senador Jorginho Mello. Este destino mais à extrema-direita até irritou lideranças de esquerda como o assessor parlamentar Camasão, que foi para as redes sociais criticar Pedrão por escolher a direita. Caso seu destino venha a ser o PSB, Camasão e a galera do fundão do plenário da Câmara ficarão felizes.

Lançamento

Vereador Lino Peres (PT) lança sua pré-candidatura a prefeito da Capital nesta sexta-feira (13), às 19 horas, no Instituto Arco-íres na Travessa Ratclif, centro da Capital. São três pré-candidatos da sigla. Três para escolher um ou talvez, nenhum.

Daux entrega o MDB

Vereador Rafael Daux entregou à Comissão Executiva Estadual do MDB, nesta semana, uma carta de renuncia à presidência e a cadeira que ocupa na Comissão Provisória do MDB de Florianópolis. Nas internas corre que enquanto Daux e o vereador Celso Sandrini e outras lideranças aposentadas do velho MDB de guerra querem a todo custo perfilar o partido em uma oposição cega e violenta contra o prefeito Gean Loureiro (DEM), a maioria das demais lideranças emedebistas apoia o atual prefeito.

Esvaziamento do MDB

Gean deixou o MDB no ano passado e optou pelo Democratas. Neste momento em que abriu a janela para trocas partidárias, grande parte dos vereadores e lideranças está de malas prontas para migrar do MDB para DEM e outros partidos que vão estar com o prefeito no seu projeto de reeleição. É o caso dos vereadores Dinho, Maria das Graças, Guilherme Pereira, sem falar no secretário de Infraestrutura, Valter Gallina e no presidente da Comcap, Coronel, Márcio Alves e outros. Se o movimento acontecer, o MDB vai ter que se esforçar para fazer um vereador no próximo pleito.

E agora, MDB?

Quem interferiu no MDB da Capital e o deixou nesta situação hoje foi a direção estadual da sigla, capitaneada pelo presidente, Celso Maldaner, que é lá do Oeste e não sabe o nome completo de uma dúzia de emedebistas históricos da Capital. A debandada começou na eleição da direção da sigla ano passado com a disputa interna entre dois opostos grupos: do vereador Celso Sandrini (que defende o MDB oposição à atual administração) e do coronel Márcio Alves, que tem 38 anos de filiação à sigla e entende que há possibilidade de o partido permanecer na base do prefeito Gean.

Alegando irregularidades e acirramento da disputa, o diretório estadual anulou o processo de escolha no município e chamou para si a decisão nomeando o vereador Daux (que é contra o partido apoiar o atual prefeito) como presidente de uma comissão provisória que teria a obrigação de estruturar a sigla para as eleições municipais deste ano. Com a renúncia de Daux o que fará a direção estadual? Insistirá numa decisão que vai contra as bases e principais lideranças da sigla no município e estimulará a maior debandada de lideranças de sua história, ou deixará que o MDB da Capital decida o que quer fazer da vida, como defende Coronel Márcio Alves.

Cooptação em Biguaçu

Durante recente reunião da coordenação regional do MDB na Região Metropolitana o ex-prefeito de Biguaçu, Vilmar Astrogildo de Souza (Tuta) fez graves acusações dirigidas ao PSL e ao Centro Administrativo do Governo do Estado. Reclamou que a disputa pré-eleitoral no município está desnivelada porque o PSL, com uso da máquina administrativa do Governo Estadual está jogando pesado e de forma desleal assediando possíveis apoiadores e pré-candidatos a vereador com cargos e até dinheiro vivo.

Ele comentou que se for contar direitinho no município passa de 240 a quantidade de indicados para cargos comissionados no Estado ou terceirizados. Tuta pediu à Executiva Estadual que mobilize a Bancada Estadual do MDB para repreender a cooptação que o PSL está fazendo de lideranças.

Lembrando que Douglas Borba, chefe da Casa Civil do governador Moisés, e seus assessores, são de Biguaçu. “O cara quer ganhar a eleição em Biguaçu de qualquer forma”, reclamou Tuta. O candidato a prefeito pelo MDB no município é o vereador Salmir da Silva.

A mão pesada do Estado

Coincidência ou não, na semana passada o chefe da Casa Civil, Douglas Borba esteve em Biguaçu anunciando quase R$ 13 milhões em investimentos através do próprio Governo do Estado, do Badesc e da Casan. A solenidade para entrega das ordens de serviço e assinaturas de convênios ocorreu junto ao salão da Igreja São Pedro e também contou com a presença do subchefe da Casa Civil, Matheus Hoffmann Machado, da diretora-presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos, do presidente do Badesc, Eduardo Alexandre Corrêa de Machado, do prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger, entre outras autoridades e convidados. Onze dos 15 vereadores da Câmara também estavam presentes. Enquanto isso prefeitos de cidades maiores como Florianópolis, São José e Palhoça até agora não viram a cor de um papel de convênio com o atual governo Moisés. É a força do povo de Biguaçu.

Dois vereadores no apoio

Está bem de apoiadores o pré-candidato a vereador na Capital, Romeu Pompilio. De largada tem o apoio público de dois ex-vereadores; Deglaber Goulart e do ex-presidente da Câmara, César Faria. Pompilio que é suplente pelo PTB na atual legislatura e chegou a assumir por alguns meses, tem boas perspectivas para a eleição de outubro.

Rápidas da Câmara da Capital

– Vereador Paulo Rutigliani Berri (PL) cobra da prefeitura a implantação de banheiros na Beira-mar Continental. “Ali foram construídas algumas quadras de esporte e estão sendo muito bem usadas pela população, agora precisa de banheiro”, explica.

– Vereador Pedrão (PP) está indignado com obras que estão sendo realizadas em algumas creches do município, mesmo em horários de atividades das crianças. “Tem muito barulho enquanto as crianças se alimentam ou estão em sala de aula”, disse. Ele ainda reclamou da qualidade dos serviços. “Isso é o cúmulo do desperdício de dinheiro público. Queremos auditoria dessas obras”, acrescentou.

– O vereador Fabrício Correia (PSB) levou ao plenário a preocupação de comerciantes e moradores do Balneário do Estreito, no Continente, quanto à insegurança. Ele lembrou que em 2018 foi inaugurado um postinho policial naquela região, porém, falta efetivo. “”Sempre que passo lá o posto está fechado. Isso têm facilitada a ação de criminosos e a prática de pequenos furtos e arrombamentos”, comentou, salientando que pretende buscar uma audiência com o comandante da PM, Coronel Araújo Gomes.