Prefeito Gean Loureiro é inocentado na Operação Chabu

Denuncia formulada pelo MPF não foi aceita contra o prefeito em decisão divulgada na tarde desta quinta-feira (18)

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Na tarde desta quinta-feira (18), a 4ª Seção do TRF4 rejeitou a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal contra o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que era acusado de integrar organização criminosa volta ao vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal e do Ministério Público. O prefeito não responderá ação penal.

A operação foi desencadeada há cerca de um ano, inclusive com a detenção do prefeito para prestar esclarecimentos.

SAIBA MAIS SOBRE A OPERAÇÃO

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido) e outras seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por integrarem organização criminosa. Conforme a acusação, o grupo tinha como objetivo vazar informações sigilosas a políticos e empresários sobre operações das polícias Civil e Federal. O suposto crime foi investigado na Operação Chabu, deflagrada em junho de 2019.

A denúncia é do dia 17 de janeiro e foi apresentada pela Procuradoria Regional da República da 4ª Região, em Porto Alegre (RS) em função do foro privilegiado do prefeito da capital catarinense.

Além de Loureiro, que chegou a ser preso quando a Chabu foi deflagrada, foram denunciados o delegado da Polícia Civil André Luis Mendes da Silveira, o delegado da Polícia Federal Fernando Amaro de Moraes Caieron, o policial rodoviário federal Marcelo Roberto Paiva Winter, o empresário José Augusto Alves, o representante comercial Luciano da Cunha Teixeira, e o funcionário público estadual Luciano Veloso Lima.

Os outros quatro crimes pelos quais o prefeito havia sido indiciado pela PF foram arquivados pelo MPF por falta de provas.

Nas redes sociais o prefeito divulgou o seguinte texto:

POR UNANIMIDADE: A VERDADE

Hoje, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu não aceitar a denúncia contra mim na Operação Chabu. Me inocentou antes mesmo de um julgamento. Chega ao fim um pesadelo que já durava um ano.

Há exatamente doze meses, eu e minha família fomos acordados na madrugada, fui tirado de casa e afastado do cargo de prefeito por, supostamente, manter uma sala secreta na prefeitura e receber informações sigilosas de contraespionagem sobre operações da polícia.

Ao longo desse período, a Polícia Federal pode comprovar que não havia nenhuma sala secreta em meu gabinete, e que tampouco recebi qualquer informação secreta.

Impossível esquecer o apoio e a força que recebi desde o primeiro minuto. Foram milhares de mensagens de confiança vindas desde amigos queridos até de pessoas que nunca havia encontrado antes. A todos vocês, muito obrigado por acreditarem em mim, na minha palavra. Podemos não nos conhecer ainda, mas jamais esquecerei seu gesto.

Algumas poucas pessoas, com interesses políticos, me atacaram muito durante esses meses, a mim e à minha família. A eles, de coração, não desejo mal algum, pois, só podemos dar aquilo que temos dentro de nós. E eu não guardo o mal e nem rancor.

O que me importa, hoje, é poder dizer que a justiça foi feita, comigo e com Florianópolis. Porque isso tudo também machucou a nossa cidade. Mas o mundo gira, e a justiça sempre chega. Depois de uma tempestade sempre chega o sol.

Hoje a verdade foi restabelecida. Continuo acreditando, ainda mais, nas instituições, na Polícia Federal, Ministério Público, Poder Judiciário e, principalmente, na Justiça. E preciso registrar a competência e profissionalismo dos meus advogados Diogo Pitsica e Mauricio Natal Spilere, que fizeram uma grande defesa e sofreram comigo. Confesso que foram meses de muita dor, mas que me fizeram crescer mais como pessoa, como pai, filho, marido e como prefeito.

Quando fazemos as coisas certas, Deus está sempre do nosso lado. Vocês acreditaram em mim. E aqui está a prova, a decisão do Tribunal. Eu lhes devia isso. Já tirei quatro cópias dessa decisão, vou colocar num envelope e entregar a cada uma de minhas filhas. E pedir desculpas a elas, por terem que enfrentar tudo isso que aconteceu. Vou dizer a elas que hoje, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o mesmo que julga casos tão importantes como a Lava Jato, decidiu não aceitar a denúncia contra mim. O pai delas é inocente.

Gean Loureiro
Prefeito de Florianópolis

1 comentário

  1. Não há o que se comemorar nesse caso…
    O cara foi conduzido, o caso teve um repercussão imensa e tudo de maneira injusta… São coisas que não se consegue apagar, há injustiça com o prefeito nesse caso.

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