Projeto de gestão de resíduos orgânicos nascido de TCC na Udesc Esag transforma comunidade

O projeto acaba de ser selecionado em edital da Comcap, autarquia municipal de Florianópolis, para receber R$ 30 mil em recursos federais

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Emanuella e grupo de voluntários na horta comunitária do projeto - Foto: Emanuella Machado

A estudante Emanuella Machado gostava das aulas do curso de graduação em Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), mas andava inquieta. Queria aprender uma profissão e construir uma carreira, mas também fazer diferença na comunidade onde nasceu. E fez. Da ideia de fazer um plano de gestão de resíduos orgânicos, nasceu o trabalho de conclusão de curso (TCC) e o Projeto Ecoquilombo.

A partir do TCC defendido em 2018, orientado pela professora Graziela Alperstedt, Emanuella criou um plano de gerenciamento comunitário de resíduos orgânicos, com sistema de compostagem e horta. É menos lixo indo para o aterro sanitário e uma transformação na comunidade. O projeto acaba de ser selecionado em edital da Comcap, autarquia municipal de Florianópolis, para receber R$ 30 mil em recursos federais.

O programa municipal prevê investimentos de R$ 987 mil em 13 pátios de compostagem, com ações de fortalecimento em seis unidades já existentes, a implantação de cinco novos pátios comunitários (um deles do projeto Ecoquilombo) e o apoio a dois já consolidados – o Pacuca, no Campeche, e a Revolução dos Baldinhos, no Continente.

Pagamento à comunidade

A meta é implantar pelo menos 170 pontos de entrega com bombonas. Recursos do Fundo Municipal de Saneamento serão destinados a pagar pela compostagem de resíduos sólidos orgânicos (restos de comida) segregados na fonte. Cada tonelada desviada do aterro sanitário será remunerada em R$ 156.

O Ecoquilombo envolve a comunidade do Morro do Quilombo, no bairro Itacorubi, próximo ao campus da Udesc onde fica o Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), onde Emanuella estudou. É um dos cinco novos pátios de compostagem beneficiados. Os outros ficam em Ratones, Ribeirão da Ilha, Mocotó-Queimada e Ponta das Canas.

Extensão

A virada de chave para Emanuella foi a participação da aluna nas ações de extensão da Udesc Esag, como o Laboratório de Educação para a Sustentabilidade (Leds), o Observatório de Inovação Social de Florianópolis e o Esag Kids, que levam o conhecimento da universidade para fora dela, de forma prática. “A extensão me deu muita vida e propósito, foi ali que tudo fez sentido para mim”, garante a profissional de administração.

Além do envolvimento com o projeto Ecoquilombo, Emanuella trabalha hoje como administradora do Instituto Çarakura – um dos primeiros apoiadores do projeto. A organização ambiental, com 15 anos de atuação nacional e internacional, faz projetos em unidades de conservação, restauração florestal e em comunidades indígenas, entre outros. Mais um lugar para fazer diferença.

Saiba mais sobre o projeto Ecoquilombo