Veterinário alerta sobre a importância de vacinar os pets contra raiva e demais doenças

Cuidar bem dos pets também inclui manter a carteirinha de vacinação em dia

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A vacina contra a raiva em animais domésticos é a única maneira de manter a segurança dos pets, das pessoas a nossa volta, e de controlar a doença. Christian Muhlbach

Diante dos casos de raiva bovina registrados recentemente no Estado Catarinense e da pandemia, que contribuiu para uma baixa da procura por serviços de saúde animal, o médico veterinário Dr. João Gustavo P. de Souza do Hospital Veterinário Lovely Dog, de Florianópolis, alerta sobre a importância de vacinar cães e gatos.

A cinomose e a parvovirose, que tem maior casuística no verão, estão entre as doenças mais comuns e mais perigosas que atingem os cães, assim como a FIV e FeLV, em gatos. No entanto, a raiva é uma das mais preocupantes por ser fatal e acometer todos os animais, inclusive humanos. Mas o que elas têm em comum é que a única forma de preveni-las é através da vacinação que deve ser feita apenas por um médico veterinário.

De acordo com o Dr. João Gustavo, a doença da raiva é transmitida, na maioria das vezes, por animais silvestres, principalmente por morcegos, em bovinos, cavalos, cães e gatos.  A contaminação se dá por meio da saliva de animais infectados, de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada. O vírus ataca o sistema nervoso central do hospedeiro, causando uma inflamação no cérebro que evolui de forma bem rápida e fatal.

“Esse alerta que fazemos é porque muitas pessoas ainda pensam que a raiva está erradicada no estado, o que não é mais uma verdade. Diante dos últimos focos registrados, ainda que sejam em bovinos, se faz necessário reforçar que a vacina contra a raiva em animais domésticos é a única maneira de manter a segurança dos pets, das pessoas a nossa volta, e de controlar a doença”, orienta Dr. João Gustavo.

Atenção aos sinais

É importante que os tutores estejam sempre  atentos aos sinais de saúde dos seus pets e que qualquer  percepção diferente o animal seja levado a um médico veterinário, que será capaz de avaliar e emitir o diagnóstico.

Sintomas da raiva

Raiva canina: O período de incubação é, em geral, de 15 dias a dois meses. Na fase inicial é possível perceber uma mudança de comportamento. Eles  preferem o escuro e mostram uma agitação diferente do normal.

Em três dias  os sintomas de excitação acentuam. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, e inclusive o seu tutor, e morde-se a si mesmo. A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de engolir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. O latido se torna rouco ou bitonal, em virtude da paralisia parcial das cordas vocais. Os cães infectados pelo vírus rábico têm propensão de abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, durante a qual podem atacar outros animais, disseminando, desta maneira, a raiva.

Raiva felina:

Na maioria das vezes a doença tem a sintomatologia semelhante à raiva canina.

Raiva em Santa Catarina

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc – foram registrados ao todo no estado, desde março deste ano, oito casos de raiva bovina. As notificações ocorreram nos municípios de Itapema, Tijucas, Biguaçu e recentemente no bairro Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis.

O primeiro caso confirmado de morte por raiva humana ocorreu em junho de 2019, em uma área rural de Gravatal, no sul de Santa Catarina, 38 anos após a doença ter sido considerada erradicada no estado, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC)

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