Projeto em Florianópolis traz retomada de tratamento para pessoas vivendo com HIV/AIDS

“Projeto Vinculadores” entra em contato com todas as pessoas que têm diagnóstico de HIV/AIDS, e estão em atraso para pegar medicamentos, para reiniciar tratamento ou que nem começaram

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Alguns fatores como medo, vergonha e outros estigmas sociais e pessoais contribuem para que pessoas vivendo com HIV/AIDS abandonem o tratamento para a doença. Foi por conta deste abandono que a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde criou desde 2018, o “Projeto Vinculadores”, que entra em contato com todas as pessoas que têm diagnóstico de HIV/AIDS, e estão em atraso para pegar medicamentos, reiniciar tratamento ou que nem começaram.

Ao fazer o contato a equipe marca consulta com um infectologista ou médico de família para entender as demandas que resultaram no abandono do tratamento. Muitas vezes, até mesmo no telefone, algumas dúvidas já podem ser sanadas, fazendo com que os pacientes entendam a importância do tratamento contínuo. Somente de julho até outubro deste ano 71 pessoas retomaram o tratamento após contato da equipe.

“O projeto vinculadores permite que a equipe consiga entender os motivos pelos quais pessoas vivendo com HIV abandonaram o tratamento e incentivá-las a retomá-lo. É com esse acompanhamento que podemos fazer com que as pessoas não adoeçam pelo HIV/AIDS, melhorem a qualidade de vida, e contribui para a redução da transmissão da doença em Florianópolis”, comenta Filipe Perini médico infectologista e coordenador do Projeto Vinculadores.

No Município é possível fazer testes para todas as Infecções Sexualmente Transmissíveis em toda rede de saúde municipal. Há ainda a possibilidade de solicitar um autoteste totalmente gratuito, entregue pelos Correios por meio do site https://www.ahoraeagora.org/. Somente de maio até agosto deste ano foram 510 testes de HIV distribuídos desta maneira.

Em todos os Centros de Saúde de Florianópolis também são distribuídos a PEP, Profilaxia Pós-Exposição, que são os medicamentos antirretrovirais para pessoas que tiveram um possível contato com HIV. Há também a oferta da PrEP, Profilaxia Pré-Exposição, na Policlínica do Centro, que é quando as pessoas com maior risco de infecção pelo HIV tomam um medicamento diário para prevenção do HIV.

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