Especialista do HU-UFSC ressalta importância da conscientização sobre o autismo

Abril Azul é o mês dedicado ao debate e troca de informações sobre o Transtorno do Espectro do Autismo

0
56
O psiquiatra da infância e adolescência do HU-UFSC/Ebserh, Jairo Vinícius Pinto, foi integrado à equipe do hospital em abril. Foto: Sinval Paulino

O mês de abril é conhecido como o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com uma série de atividades realizadas em todo o mundo para reforçar a necessidade de dar visibilidade ao tema. Assim, o Abril Azul é marcado em várias instituições com palestras, entrevistas, debates e divulgação de informação sobre o autismo.

O psiquiatra da infância e adolescência do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) Jairo Vinícius Pinto, que foi integrado à equipe do hospital em abril deste ano, explicou que o transtorno geralmente é identificado durante a puericultura. “O pediatra avalia se há algum atraso na linguagem ou em outros marcos do desenvolvimento”, disse o especialista, ressaltando que todo tratamento deve ser iniciado na Atenção Primária à Saúde e seguir para futuros encaminhamentos.

Outro ponto de partida para a identificação do TEA é a própria família, que pode notar comportamentos atípicos. “A criança não troca olhares, não compartilha ou parece não brincar com os pais, por exemplo. Isso se dá até os 18 ou 24 meses e as famílias costumam perceber que há algo diferente”, explicou, detalhando que, em alguns casos, porém, os comportamentos podem ter outras causas, por isso é preciso a avaliação de um profissional para o diagnóstico.

Ele ressaltou que o autismo tem origem no desenvolvimento atípico do cérebro, com origem multifatorial, dentre as quais se incluem a genética. Apesar de os cientistas já terem identificado genes associados a determinadas síndromes que se caracterizam como formas de autismo, para a maior parte dos transtornos do espectro do autismo ainda não foi descoberta uma causa genética específica.

Os pacientes identificados pelo pediatra ou pelo médico de família podem ser encaminhados para confirmação da suspeita com neuropediatra ou psiquiatra da infância e adolescência. O acompanhamento geralmente inclui equipe multidisciplinar, incluindo profissionais como psicólogos e fonoaudiólogos, por exemplo, além de tratamentos com medicações, quando indicado.

O HU-UFSC conta com uma equipe que atua no Núcleo Desenvolver, que atende crianças e adolescentes em dificuldades escolares. A equipe faz o diagnóstico dos pacientes encaminhados pelo Sistema de Regulação e, nos casos em que os profissionais identificam casos de TEA, são feitos encaminhamentos para tratamentos específicos.

Deixe uma resposta

Faça um comentário:
Digite o seu nome